sábado, 22 de maio de 2010

Para a minha Mãe Madalena

No dia 23 de Abril de 2005, a minha Avó, com quem vivi toda a minha vida, deixou este mundo e juntou-se aos que, de cima, zelam por todos. Passados 5 anos, renovo as palavras que então lhe deixei. Ela segue aqui comigo. E eu, daqui, pressinto-a.

"Avó Birua, aqui te deixo umas palavras que sempre guardarei comigo e espero que as leve para onde está. Assim, um dia, pode ser a Avó a dizer essas palavras e os dois a recordar os tempos em que me criou nesta nossa passagem.

MADALENA MÃE

Madalena.
Nome de Mãe.
Nome que não foi dado
mas merecido.
Conquistado
pela pena dos anos.

Madalena.
Voz de alguém
que procura amar.
Que quer dar.
Som de quem
vive a vida a pensar.

Madalena.
Eu sou um pouco do muito
daquilo que és.
Sou um filho não nascido
mas vivido.
Sou teu, de ti, minha Mãe.

Madalena.
Nunca, como a Maria que o nome te roubou,
te arrependas do passado.
Foi o sopro do que passou
que construiu o legado
que hoje eu sou.

Madalena.
Do leão ficou o rugido,
do cordeiro o coração.
Nos meus olhos que te vêem
só existe um sentido:
- a Paixão.

Madalena Mãe.
Hoje quem te escreve é quem
dá graças a Deus
por te ter tido como Mãe.
Quem não soube falar...
mas procura recordar.

Madalena. Mãe. Este dia é teu. Todos os dias.

Até sempre

Do teu filho Frederico

07.11.2005"

Luca Santorini

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