Estou cansado de escrever.
Para um dia, de tão poucas horas,
Já basta de tanto ver.
Quero ser cego, ser surdo e apenas
Ter a doce sensação, sem delongas, nem demoras,
De já tudo saber.
Obrigado a esta Entidade, a este Ser,
Que de nome lhe chamam Deus,
Por ter estes dons, que não são meus,
De escrever o que estou a viver...
Adeus!
Em homenagem a um dia produtivo...
Luca Santorini
Pequenas intuições, pensamentos, dúvidas, certezas, perguntas e respostas, comentários e críticas, sugestões e conselhos, introspecções e inspecções, desabafos e desatinos, fúrias e paixões. Tudo pequeno na dimensão. Tudo grande na intenção. Para quem quiser pensar e rir. Não pensar e chorar. Um pouco de tudo e muito de nada. De tudo isto é feito o Homem.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Brisa de Mãe
Inebriado,
Anestesiado,
Angustiado,
No pecado...
Assim vive o Homem da Terra.
Assim vivo Eu.
Quem me prometeu
A paz depois da guerra?
Ninguém!
Mas alguém,
Que sente o que vos digo,
Também me disse,
Que não há maior chatice
Que a do castigo
De viver na esperança
Da mudança
Eterna.
A Luz Materna,
Que me alumia,
Também me alivia
Da culpa, com a sua mão eterna:
- Meu filho. Todos estamos aqui.
Eu também já vivi
Os caminhos da tua amargura.
Mas, na frescura de um novo dia,
Sente a brisa que, de mim, se esvazia.
Pois, no vento que te dou,
Está a ternura
De quem sou...
Para todas as Mães que tornam o nosso caminho mais fácil...
Luca Santorini
Anestesiado,
Angustiado,
No pecado...
Assim vive o Homem da Terra.
Assim vivo Eu.
Quem me prometeu
A paz depois da guerra?
Ninguém!
Mas alguém,
Que sente o que vos digo,
Também me disse,
Que não há maior chatice
Que a do castigo
De viver na esperança
Da mudança
Eterna.
A Luz Materna,
Que me alumia,
Também me alivia
Da culpa, com a sua mão eterna:
- Meu filho. Todos estamos aqui.
Eu também já vivi
Os caminhos da tua amargura.
Mas, na frescura de um novo dia,
Sente a brisa que, de mim, se esvazia.
Pois, no vento que te dou,
Está a ternura
De quem sou...
Para todas as Mães que tornam o nosso caminho mais fácil...
Luca Santorini
Para o meu filho Luca
Ó criatura estranha
Que, vinda de mim, não és minha.
A ti te quero dizer, de teu nome Luca,
Que o sentir que agora sinto,
Sendo meu, é de uma entranha
O lugar que a ocupa...
Uma ternura que pressinto...
Uma ternura que é só minha.
Sem querer,
Sem nada fazer,
A tua luz ocupou a imensidão
Do lugar vago do meu coração.
O ventre que te criou
É o doce objecto da minha paixão.
E comigo vive, em mim é vida.
Deste ninho, que agora é teu,
E que, de partilha sentida,
Entrego a ti, deixando-o... da minha mão...
Dou-te parte do que eu sou.
Sem quereres, ó criatura nova,
És a fonte que dá vida.
A carne que renova
Os caminhos da minha aventura.
Esta aventura vivida
Que, por ti, é mais madura.
Contigo cresci sem saberes
Mas quero que saibas, por ti,
Que foste tu,
Quem me deixou nú...
Quem me descobriu a nuca,
E me fez ver
Que tudo o que até hoje vivi,
Todas as dores e todos os prazeres,
Foram o caminho para te saber.
Da origem do ser,
Da qual brotas agora,
Do alto do princípio de todo o conhecer,
Quero que vejas a hora
Em que te olhei,
Sem te ver...
Em que te vivi,
Sem te ter...
Em que te soube,
Sem te colher...
A Flor que te floriu
É a pétala que me guia,
E me faz vibrar,
Nesta energia
De amar
Quem nunca se ouviu.
A tua Mãe
é, também,
O amor que primeiro me viu!
Quando leres o que agora te escrevo,
Lembra-te apenas,
Com todo o teu calor,
Que tudo o que de aqui levo
É o amor...
O amor que, no meio das penas,
Descobri por entre a brisa da tua Mãe.
E da tua também...
Que sejas sempre livre e procures essa liberdade dentro de ti...
Luca Santorini
Que, vinda de mim, não és minha.
A ti te quero dizer, de teu nome Luca,
Que o sentir que agora sinto,
Sendo meu, é de uma entranha
O lugar que a ocupa...
Uma ternura que pressinto...
Uma ternura que é só minha.
Sem querer,
Sem nada fazer,
A tua luz ocupou a imensidão
Do lugar vago do meu coração.
O ventre que te criou
É o doce objecto da minha paixão.
E comigo vive, em mim é vida.
Deste ninho, que agora é teu,
E que, de partilha sentida,
Entrego a ti, deixando-o... da minha mão...
Dou-te parte do que eu sou.
Sem quereres, ó criatura nova,
És a fonte que dá vida.
A carne que renova
Os caminhos da minha aventura.
Esta aventura vivida
Que, por ti, é mais madura.
Contigo cresci sem saberes
Mas quero que saibas, por ti,
Que foste tu,
Quem me deixou nú...
Quem me descobriu a nuca,
E me fez ver
Que tudo o que até hoje vivi,
Todas as dores e todos os prazeres,
Foram o caminho para te saber.
Da origem do ser,
Da qual brotas agora,
Do alto do princípio de todo o conhecer,
Quero que vejas a hora
Em que te olhei,
Sem te ver...
Em que te vivi,
Sem te ter...
Em que te soube,
Sem te colher...
A Flor que te floriu
É a pétala que me guia,
E me faz vibrar,
Nesta energia
De amar
Quem nunca se ouviu.
A tua Mãe
é, também,
O amor que primeiro me viu!
Quando leres o que agora te escrevo,
Lembra-te apenas,
Com todo o teu calor,
Que tudo o que de aqui levo
É o amor...
O amor que, no meio das penas,
Descobri por entre a brisa da tua Mãe.
E da tua também...
Que sejas sempre livre e procures essa liberdade dentro de ti...
Luca Santorini
Mariza nasceu para o Fado...
Mariza é nome de musa,
Voz de Deusa.
De quem usa, sem medo,
O dom que Deus lhe deu.
No dia em que nasceu,
Na pauta desafinada da vida,
Foi um milagre o que aconteceu.
Sorriu, com o mar tranquilo a seu lado,
E, nas ondas, no seu ruído calado,
Deixou uma nota sentida... um suave segredo...
Marisa, som que embala
O sentido de uma palavra que fala.
Acordaste para Portugal
Um sentimento que é tão seu.
Cobriste todo o negro do céu
Com uma canção de nostalgia...
Com um Fado que em ti cresceu.
E, da guitarra, que em tuas cordas se entrega,
Resgataste a velha chama de um povo que não se verga
À serena alma viva do amor fatal.
Mariza, nome que vem do mar,
Na sua brisa susurrar.
Levas contigo a espuma da dor
De quem a ti se entregou,
E disse: Esta Voz a ti te dou!
Para que a grites com coração
E leves tudo o que sou
A todos os cantos do Mundo.
E que, do meu ser mais profundo,
Cantes o meu maior Amor!
O Fado é o teu Senhor!
Para a fadista do meu fado
Luca Santorini
Voz de Deusa.
De quem usa, sem medo,
O dom que Deus lhe deu.
No dia em que nasceu,
Na pauta desafinada da vida,
Foi um milagre o que aconteceu.
Sorriu, com o mar tranquilo a seu lado,
E, nas ondas, no seu ruído calado,
Deixou uma nota sentida... um suave segredo...
Marisa, som que embala
O sentido de uma palavra que fala.
Acordaste para Portugal
Um sentimento que é tão seu.
Cobriste todo o negro do céu
Com uma canção de nostalgia...
Com um Fado que em ti cresceu.
E, da guitarra, que em tuas cordas se entrega,
Resgataste a velha chama de um povo que não se verga
À serena alma viva do amor fatal.
Mariza, nome que vem do mar,
Na sua brisa susurrar.
Levas contigo a espuma da dor
De quem a ti se entregou,
E disse: Esta Voz a ti te dou!
Para que a grites com coração
E leves tudo o que sou
A todos os cantos do Mundo.
E que, do meu ser mais profundo,
Cantes o meu maior Amor!
O Fado é o teu Senhor!
Para a fadista do meu fado
Luca Santorini
O Caminho
Vai saindo. Vai indo.
A verbalização do Ser.
Vou vendo. Vou sentindo.
A memória de viver.
Vou tendo. Vou ganhando.
Um caminho para galgar.
Vou rindo. Vou chorando.
As emoções do Despertar.
Vou dizendo. Vou falando.
Mas já não sei a quantas ando.
Na confusa sinfonia dos Temas
vou percebendo o nexo da ilusão.
E na eterna decisão dos dilemas,
Vou desfazendo os nós da Criação.
Para a Mariza com amizade
Luca Santorini
A verbalização do Ser.
Vou vendo. Vou sentindo.
A memória de viver.
Vou tendo. Vou ganhando.
Um caminho para galgar.
Vou rindo. Vou chorando.
As emoções do Despertar.
Vou dizendo. Vou falando.
Mas já não sei a quantas ando.
Na confusa sinfonia dos Temas
vou percebendo o nexo da ilusão.
E na eterna decisão dos dilemas,
Vou desfazendo os nós da Criação.
Para a Mariza com amizade
Luca Santorini
Palavras...
Sim. Não. Trapaças da razão.
Fim. Princípio. Sinais do Tempo.
Hoje. Amanhã. Criações da mente.
No tempo, na sua serpente,
Que rodeia a teia do momento,
Revela-se a conclusão:
Palavras... nada mais do que meras palavras...
Luca Santorini
Fim. Princípio. Sinais do Tempo.
Hoje. Amanhã. Criações da mente.
No tempo, na sua serpente,
Que rodeia a teia do momento,
Revela-se a conclusão:
Palavras... nada mais do que meras palavras...
Luca Santorini
Será que?
Fui sempre o que sou hoje.
Ou será que não?
Será que é a verdade que foge
Nas armadilhas da razão?
Sempre soube o que hoje sei.
Ou será que não?
Será que deixei
Que o meu ego escondesse a evolução?
Eu sinto hoje o que ontem senti.
Ou será que não?
Será que é a traidora da memória
Que me separa do coração?
Eu sempre vi o que hoje vejo.
Ou será que não?
Que na intensidade do beijo
Escapou a verdade da emoção?
O que penso hoje, sempre o pensei.
Ou será que não?
Provavelmente já não me lembro...
Com o passar dos anos ficou a erosão.
Será que sim? Será que não?
Será que interessa?
Mas, afinal, enquanto penso...
Que horas são? Onde estão?
Já tudo passou. Nada ficou.
Para quê tanta pressa?!
Luca Santorini
Ou será que não?
Será que é a verdade que foge
Nas armadilhas da razão?
Sempre soube o que hoje sei.
Ou será que não?
Será que deixei
Que o meu ego escondesse a evolução?
Eu sinto hoje o que ontem senti.
Ou será que não?
Será que é a traidora da memória
Que me separa do coração?
Eu sempre vi o que hoje vejo.
Ou será que não?
Que na intensidade do beijo
Escapou a verdade da emoção?
O que penso hoje, sempre o pensei.
Ou será que não?
Provavelmente já não me lembro...
Com o passar dos anos ficou a erosão.
Será que sim? Será que não?
Será que interessa?
Mas, afinal, enquanto penso...
Que horas são? Onde estão?
Já tudo passou. Nada ficou.
Para quê tanta pressa?!
Luca Santorini
Um e Um
Se tu e eu somos Um,
Porque nos tratamos como dois?
Vamos, então, pois,
Ser só Um!
E se, depois,
Não formos a lado nenhum,
É porque descobrimos, a dois,
que a vontade era só de Um.
A final, Um e Um não foram Dois,
Mas Um amputado que deixou para depois
A integração do Outro, qual nenhum,
para ficar sozinho, só um.
Luca Santorini
Porque nos tratamos como dois?
Vamos, então, pois,
Ser só Um!
E se, depois,
Não formos a lado nenhum,
É porque descobrimos, a dois,
que a vontade era só de Um.
A final, Um e Um não foram Dois,
Mas Um amputado que deixou para depois
A integração do Outro, qual nenhum,
para ficar sozinho, só um.
Luca Santorini
Já não vem de mim...
Já não tenho idade
Para escolher a amizade.
Porque já tive idade
onde a escolhi.
Agora já não vem de mim...
Nasce da fonte de toda a verdade!
Luca Santorini
Para escolher a amizade.
Porque já tive idade
onde a escolhi.
Agora já não vem de mim...
Nasce da fonte de toda a verdade!
Luca Santorini
O homem, a mulher e a amizade
Sou homem, sou viril, sou macho.
Sou mulher, sou frágil, sou sedutora.
A amizade é um encontro de alma
Que se reconhece na vivência dos valores
E das afinidades...
Nas verdades
E nos desamores...
Na turbulência e na calma,
na verdade encantada da luz que vem do facho.
A carne do homem vibra na carne da mulher.
Não de uma qualquer,
mas da que desperta a vibração.
A matéria, na separação entre a alma e a essência,
Atormenta a intersecção,.
A força motriz da amizade,
Uma conexão independente da idade,
Nasce sem explicação.
Porque o apoio no caminho
não nasce sozinho:
- Ele vem do lado cheio
Do vazio da solidão.
Se a pulsão,
Da carne ganha a sua dimensão,
Então, na carne está
O elo encontrado
Da razão que afasta
O poder da Amizade.
Mas o homem, tal como a mulher,
Nesta fantasia nefasta,
Pode desvelar a vontade
De ser iluminado
Pela paixão de viver.
E viver,
Mais não é do que reconhecer
Fugazes segundos que se ganham,
E que se guardam até perecer.
Preservar a essência do vento,
Agarrada nas folhas que se espalham...
Apagado o intenso sabor da paixão
Sobra a doce ligação do incenso.
A experiência aromática da vela
Perdura, como só ela, à transparência
trespassada pela ilusão.
Do coração nasce, enfim, a luz...
E apagamos a cruz
do ilusõrio fulgor de uma simples visão.
A amizade entre o homem e a mulher
Nasce, pois, quando ela quer.
Luca Santorini
Sou mulher, sou frágil, sou sedutora.
A amizade é um encontro de alma
Que se reconhece na vivência dos valores
E das afinidades...
Nas verdades
E nos desamores...
Na turbulência e na calma,
na verdade encantada da luz que vem do facho.
A carne do homem vibra na carne da mulher.
Não de uma qualquer,
mas da que desperta a vibração.
A matéria, na separação entre a alma e a essência,
Atormenta a intersecção,.
A força motriz da amizade,
Uma conexão independente da idade,
Nasce sem explicação.
Porque o apoio no caminho
não nasce sozinho:
- Ele vem do lado cheio
Do vazio da solidão.
Se a pulsão,
Da carne ganha a sua dimensão,
Então, na carne está
O elo encontrado
Da razão que afasta
O poder da Amizade.
Mas o homem, tal como a mulher,
Nesta fantasia nefasta,
Pode desvelar a vontade
De ser iluminado
Pela paixão de viver.
E viver,
Mais não é do que reconhecer
Fugazes segundos que se ganham,
E que se guardam até perecer.
Preservar a essência do vento,
Agarrada nas folhas que se espalham...
Apagado o intenso sabor da paixão
Sobra a doce ligação do incenso.
A experiência aromática da vela
Perdura, como só ela, à transparência
trespassada pela ilusão.
Do coração nasce, enfim, a luz...
E apagamos a cruz
do ilusõrio fulgor de uma simples visão.
A amizade entre o homem e a mulher
Nasce, pois, quando ela quer.
Luca Santorini
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Olhar para dentro
Olhem para dentro, amigos. Olhem para dentro como quem está de fora. Vejam-se nos outros e imaginem-se outros a olhar para vocês. Se o fizerem, de vez em vez, verão muitos "eus" a toda a hora. Não se confudam - é só um! mas que, da divisão, ainda chora. No dia em que o juntarem aos outros e perceberem da ordem a razão, então surgirá a epifania - a verdade da união.
Percebemos a questão?
Meditemos...
Percebemos a questão?
Meditemos...
Ontem, hoje e amanhã...
Hoje só é hoje, porque não é amanhã nem ontem. E o agora, dentro do hoje, é como uma lupa posta à hora. Amanhã direi o mesmo e ontem já cá não mora. Postas bem as coisas, de que nos serve falar do que não exista agora?
Meditemos...
Meditemos...
Tenho uma dúvida!
Tenho uma dúvida: certeza escreve-se com a cabeça ou escreve-se com o coração?
Meditemos...
Meditemos...
Brinca, meu menino...
Brinca como eu brinco
Com um sorriso de orelha a orelha.
No sorriso de quem brinca
Está a luz de uma centelha.
Centelha divina,
De paz celestial,
Nos olhos de quem ri,
Descobre a luz universal.
O som do sorriso,
Transforma a sensação,
E na alquimia do coração
Reside o nosso juízo.
Pois quem não ri
E não vive com o riso,
Prolonga o seu caminho de ilusão.
E, na dinâmica do devir,
Está a luz da salvação.
Ri-te, amigo, ri-te,
E leva da vida o seu sabor.
Pensa que, se o amanhã existe,
É porque o dia de hoje teve mais amor.
Joga com as palavras e brinca, meu menino,
Não te tomes tão a sério,
És, e sempre serás, divino!
Com um sorriso de orelha a orelha.
No sorriso de quem brinca
Está a luz de uma centelha.
Centelha divina,
De paz celestial,
Nos olhos de quem ri,
Descobre a luz universal.
O som do sorriso,
Transforma a sensação,
E na alquimia do coração
Reside o nosso juízo.
Pois quem não ri
E não vive com o riso,
Prolonga o seu caminho de ilusão.
E, na dinâmica do devir,
Está a luz da salvação.
Ri-te, amigo, ri-te,
E leva da vida o seu sabor.
Pensa que, se o amanhã existe,
É porque o dia de hoje teve mais amor.
Joga com as palavras e brinca, meu menino,
Não te tomes tão a sério,
És, e sempre serás, divino!
Jogo de palavras
Se à alma tirarmos o "l" ficamos com ama.
Se ao sentido tirarmos o "o" fica sem sentido.
Se à verdade tirarmos o "v" ela desaparece.
Se ao ser tirarmos o "e", deixamos de o ser.
Se juntarmos os desperdícios dos pedaços retirados, ficamos com a palavra "love".
Nunca os anglo-saxões imaginaram que uma só palavra sua poderia provir de uma fonte tão universal!
E nunca as palavras agora amputadas ficaram tão felizes por perderem o seu nexo - O resultado da sua entrega (o amor) é a fonte de onde todas vêm...
Se ao sentido tirarmos o "o" fica sem sentido.
Se à verdade tirarmos o "v" ela desaparece.
Se ao ser tirarmos o "e", deixamos de o ser.
Se juntarmos os desperdícios dos pedaços retirados, ficamos com a palavra "love".
Nunca os anglo-saxões imaginaram que uma só palavra sua poderia provir de uma fonte tão universal!
E nunca as palavras agora amputadas ficaram tão felizes por perderem o seu nexo - O resultado da sua entrega (o amor) é a fonte de onde todas vêm...
O ancião...
Perguntaram a um ancião o que pensava da vida.
Sem nada pensar e sem hesitar, saiu-lhe de seguida:
Não penso nada. Pois não tenho que o fazer.
A vida não é para pensar. É para viver!
Meditemos...
Sem nada pensar e sem hesitar, saiu-lhe de seguida:
Não penso nada. Pois não tenho que o fazer.
A vida não é para pensar. É para viver!
Meditemos...
E por trás do Homem?
Por trás da palavra há um oceano de intenção.
Por trás de cada intenção há uma experiência e uma convicção.
Para cada experiência há um tempo e um lugar.
Para cada convicção há uma certeza a questionar.
Por trás de tudo isto está o Homem.
E por trás do Homem? Quem está para o amparar?
Meditemos...
Por trás de cada intenção há uma experiência e uma convicção.
Para cada experiência há um tempo e um lugar.
Para cada convicção há uma certeza a questionar.
Por trás de tudo isto está o Homem.
E por trás do Homem? Quem está para o amparar?
Meditemos...
Um novo dia...
Tenho a intuição que amanhã é um novo dia.
Básico? Evidente? Claro! o que seria?!
Então porque é que insistimos em ver na alvorada
nada mais que não seja a repetição de uma história passada?!
Meditemos...
Básico? Evidente? Claro! o que seria?!
Então porque é que insistimos em ver na alvorada
nada mais que não seja a repetição de uma história passada?!
Meditemos...
E a história? onde está?
Se da história ter memória, é, na vida, um recurso à disposição, então porquê esconder a história, bem longe do coração?
Meditemos...
Meditemos...
Ser ou não ser... não é uma verdadeira questão!
Se um dia me dissessem que o Homem vai acabar,
uma opção teria de tomar:
E agora? vou simplesmente ser ou deixar de ser?
Eu sou o que sou, na essência do que é ser. Então eu não tenho que escolher. Porque nunca o vou deixar de ser. Então para quê complicar? Para quê a confusão? se não há questão!
uma opção teria de tomar:
E agora? vou simplesmente ser ou deixar de ser?
Eu sou o que sou, na essência do que é ser. Então eu não tenho que escolher. Porque nunca o vou deixar de ser. Então para quê complicar? Para quê a confusão? se não há questão!
A FÉ
Tenho medo de perder a fé,
Disse-me uma alma linda de passagem.
E, pensando nesta afirmação,
Senti que assim é:
Ter medo de perder a fé
É do próprio medo a miragem,
E da esperança perder a convicção.
Se ter medo é projectar o futuro
E não confiar no escuro
Da incerteza que aí vem,
Então a fé aqui não habita,
e vai morar para um outro lugar.
E da sorte que hesita,
Como um peixe perdido no mar,
A alma fica refém.
Ter medo é não ter fé
E ter fé é não ter medo.
Deixem-me dizer-vos um segredo:
Tão verdade isto é
Que tenho a fé de não ter medo de o dizer.
E, se assim é,
então, medo deixo de ter.
Luca Santorini
Disse-me uma alma linda de passagem.
E, pensando nesta afirmação,
Senti que assim é:
Ter medo de perder a fé
É do próprio medo a miragem,
E da esperança perder a convicção.
Se ter medo é projectar o futuro
E não confiar no escuro
Da incerteza que aí vem,
Então a fé aqui não habita,
e vai morar para um outro lugar.
E da sorte que hesita,
Como um peixe perdido no mar,
A alma fica refém.
Ter medo é não ter fé
E ter fé é não ter medo.
Deixem-me dizer-vos um segredo:
Tão verdade isto é
Que tenho a fé de não ter medo de o dizer.
E, se assim é,
então, medo deixo de ter.
Luca Santorini
SENHORA EMOÇÃO
A senhora emoção chega fugaz,
Audaz e inadvertida
Com a sensação que traz.
Como a onda que embala,
Ela vai e vém na vida,
Em surdina, com rugido ou sem fala,
De várias formas sentida.
Dizem que as senhoras são da Lua,
Que a sua sensibilidade é mais nua,
Despida de travões.
Esta eu sei que não tem
A paciência afinada...
Ela chega, à noite, sem desdém,
E parte na alvorada,
Despida de ilusões.
Ó senhora emoção
Sabemos que nos vens ensinar,
Pois tudo o que nos dás e tudo o que tu tens,
De uma ordem maior vem desaguar.
E enquanto a água passa,
Tudo em nós vibra com energia,
E tudo se abana, e tudo se agita, e tudo se inebria,
Até ao (des)cobrir da carapaça.
Se por trás da sombra está a luz,
Também a emoção se esconde nela,
Pois dela emana como um todo.
Tudo é parte de tudo,
por isso a vida é bela.
E tudo o que na vida nos seduz
emana dela.
Por isso não tenhas medo,
Ó linda senhora emoção.
Toma conta de nós
E leva-nos pela mão.
É bom ter-te a toda a hora,
Tanto faz que seja tarde ou seja cedo.
Porque habitas no nosso coração
E ecoas na nossa voz,
Ó senhora, não tenhas medo!
Luca Santorini
Audaz e inadvertida
Com a sensação que traz.
Como a onda que embala,
Ela vai e vém na vida,
Em surdina, com rugido ou sem fala,
De várias formas sentida.
Dizem que as senhoras são da Lua,
Que a sua sensibilidade é mais nua,
Despida de travões.
Esta eu sei que não tem
A paciência afinada...
Ela chega, à noite, sem desdém,
E parte na alvorada,
Despida de ilusões.
Ó senhora emoção
Sabemos que nos vens ensinar,
Pois tudo o que nos dás e tudo o que tu tens,
De uma ordem maior vem desaguar.
E enquanto a água passa,
Tudo em nós vibra com energia,
E tudo se abana, e tudo se agita, e tudo se inebria,
Até ao (des)cobrir da carapaça.
Se por trás da sombra está a luz,
Também a emoção se esconde nela,
Pois dela emana como um todo.
Tudo é parte de tudo,
por isso a vida é bela.
E tudo o que na vida nos seduz
emana dela.
Por isso não tenhas medo,
Ó linda senhora emoção.
Toma conta de nós
E leva-nos pela mão.
É bom ter-te a toda a hora,
Tanto faz que seja tarde ou seja cedo.
Porque habitas no nosso coração
E ecoas na nossa voz,
Ó senhora, não tenhas medo!
Luca Santorini
Subscrever:
Comentários (Atom)