Fui sempre o que sou hoje.
Ou será que não?
Será que é a verdade que foge
Nas armadilhas da razão?
Sempre soube o que hoje sei.
Ou será que não?
Será que deixei
Que o meu ego escondesse a evolução?
Eu sinto hoje o que ontem senti.
Ou será que não?
Será que é a traidora da memória
Que me separa do coração?
Eu sempre vi o que hoje vejo.
Ou será que não?
Que na intensidade do beijo
Escapou a verdade da emoção?
O que penso hoje, sempre o pensei.
Ou será que não?
Provavelmente já não me lembro...
Com o passar dos anos ficou a erosão.
Será que sim? Será que não?
Será que interessa?
Mas, afinal, enquanto penso...
Que horas são? Onde estão?
Já tudo passou. Nada ficou.
Para quê tanta pressa?!
Luca Santorini
1 comentário:
Parabéns pelo Blog, Frederico!
Uma caixa de agradáveis surpresas!:) Excelentes escritas!
Gisela
(Coimbra)
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