quinta-feira, 24 de julho de 2008

Brisa de Mãe

Inebriado,
Anestesiado,
Angustiado,
No pecado...
Assim vive o Homem da Terra.
Assim vivo Eu.
Quem me prometeu
A paz depois da guerra?
Ninguém!
Mas alguém,
Que sente o que vos digo,
Também me disse,
Que não há maior chatice
Que a do castigo
De viver na esperança
Da mudança
Eterna.

A Luz Materna,
Que me alumia,
Também me alivia
Da culpa, com a sua mão eterna:
- Meu filho. Todos estamos aqui.
Eu também já vivi
Os caminhos da tua amargura.
Mas, na frescura de um novo dia,
Sente a brisa que, de mim, se esvazia.
Pois, no vento que te dou,
Está a ternura
De quem sou...

Para todas as Mães que tornam o nosso caminho mais fácil...

Luca Santorini

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